BNCC Matemática | Ensino Fundamental | Competência #07 | Questões de urgência social

Olá, pessoal! Vamos abrir o nosso livro didático no capítulo que fala das questões de urgência social. Depois, vamos aos capítulos de princípios éticos, democracia, sustentabilidade e solidariedade. E para concluir, vamos fazer alguns exercícios do capítulo de respeito à diversidade e enfrentamento a preconceitos.

Essas foram as falas de um professor de Matemática, no início de uma aula, em um dia comum na escola em que trabalha.

Excessos à parte, vamos ver a relação dessa suposta fala com a sétima competência específica para a Matemática no Ensino Fundamental, definida pela BNCC. Vejamos do que trata a competência:

Desenvolver e/ou discutir projetos que abordem, sobretudo, questões de urgência social, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários, valorizando a diversidade de opiniões de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza.

Dá até vontade de ler de novo, pra ver se encontramos algo que faça uma referência mais direta à Matemática, não é verdade? Se já era um desafio ser professor de Matemática ensinando só Matemática e tratando só do que diz respeito à Matemática, imagina agora, fazer tudo isso dando atenção a questões de urgência social, ética, democracia, sustentabilidade, solidariedade, diversidade e enfrentamento a preconceitos?

Assista ao conteúdo deste post no vídeo a seguir!

Mas vamos com calma, nada de desespero. Pensemos: como esses assuntos passarão a fazer parte das aulas de Matemática? Nos capítulos anteriores já falamos sobre a presença da Matemática nos mais diversos contextos do cotidiano das pessoas.

E algo que, na minha opinião é uma urgência social, diz respeito à Educação Financeira, ou a falta dela, para grande parte da população. Muitas famílias vivem endividadas, aprisionadas a juros bancários sufocantes, prestações intermináveis, contas atrasadas, limite de cheque especial e crédito rotativo do cartão.

Quando o assunto é dinheiro, muitas pessoas acham que podem contar com o ovo dentro da galinha, haja vista a facilidade de fazer compras parceladas. Qual é o pensamento de uma pessoa sem educação financeira, ao fazer prestações? Bem, como daqui a certo tempo eu vou receber meu salário, já posso comprometer uma parte dele agora, com o cartão ou o carnê, e essa mesma parte pelos próximos dez, doze meses. Ou seja, compra-se sem dinheiro, contando que ele vai chegar. Mas aí acontecem os imprevistos, o dinheiro não chega e a dívida acumula.

Já a pessoa que é educada financeiramente, sabe esperar o momento certo de fazer uma compra, pois com dinheiro na mão, o poder de negociação aumenta muito e os descontos aparecem. Ou, se é realmente impossível conseguir um desconto à vista, essa pessoa que já tem o dinheiro para a compra, se aproveita da brecha do sistema de compras parceladas, parcela na maior quantidade possível de vezes, sem juros, e aplica o valor total do bem adquirido, fazendo saques mensais do montante acumulado, no valor das prestações. Aí, o desconto que não veio antes é compensado pelos juros da aplicação financeira, que, por menores que forem, já representarão algo.

Bom, não vamos falar só de dinheiro, porque esse não é o objetivo específico do e-book, apenas toquei nesse assunto porque, por mais simples e humilde que uma família seja, por mais complicada que seja a situação, se a pessoa lida com dinheiro, necessita de educação financeira. Não são só os ricos ou só os pobres que precisam de educação financeira. Fazer um orçamento pessoal, aprender sobre controle de receitas e despesas é algo que pode e deve ser estudado nas escolas. E, não tenho dúvidas, o melhor ambiente para que isso ocorra são as aulas de Matemática.

E, falar de orçamento doméstico, é falar de sustentabilidade financeira. É falar de respeito às opiniões, porque as necessidades, condições ou ambições financeiras são diferentes para cada indivíduo ou grupo social, mas para se atingir qualquer objetivo, nesse sentido, é importante ter conhecimento.

Para finalizar, deixo um convite:

Você gostaria de falar sobre sua experiência na exploração do papel social da Matemática em suas aulas?

Se quiser compartilhar comigo os seus pensamentos, você pode me localizar em algum canal na internet (Site, YouTube, Instagram, Facebook ou Pinterest) ou enviar um e-mail diretamente para mim. Terei o maior prazer em trocar uma ideia. E, se quiser envolver outras pessoas na nossa conversa, utilize a #BNCCMatemática nas redes sociais.

Grande abraço e bons estudos!