BNCC Matemática | Ensino Fundamental | Competência #04 | Matemática e Análise Crítica

Em períodos eleitorais, você já reparou os gráficos que os candidatos costumam apresentar, como resultado de pesquisas, quando querem se promover? Veja só a diferença de 13,5% para 13,2% no gráfico a seguir.

exemplo de gráfico tendencioso

Numericamente, a diferença é mínima, mas veja o impacto visual que o gráfico causa!

Assista ao conteúdo deste post no vídeo a seguir!

A BNCC afirma que a Matemática precisa proporcionar, aos estudantes do Ensino Fundamental, o desenvolvimento de oito competências. Neste capítulo vamos falar da quarta competência.

“Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos presentes nas práticas sociais e culturais, de modo a investigar, organizar, representar e comunicar informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las crítica e eticamente, produzindo argumentos convincentes.”

Essa competência está ligada à Estatística. É importante levar os estudantes a observarem, em contextos sociais e culturais, informações quantitativas com algum objetivo bem definido. Em uma pesquisa orientada, as informações podem ser organizadas em tabelas e planilhas e, posteriormente, a complexidade dessas informações pode ser reduzida com a tradução dos dados em um gráfico, que facilite a leitura e, consequentemente, uma interpretação mais objetiva.

Devemos lembrar que a competência trata da avaliação das informações de forma crítica e ética, culminando na produção de argumentos convincentes. Voltando ao gráfico estranho que vimos no início do vídeo, podemos observá-lo quantitativamente, pois ele apresenta informações numéricas, mas também qualitativamente, e a percepção clara é a de que não foi respeitada a proporcionalidade das quantidades envolvidas.

Se esse gráfico estivesse relacionado a uma pesquisa eleitoral com as preferências dos eleitores por dois candidatos, ele poderia ser utilizado para convencer alguns leitores de que o candidato com 13,5% está muito melhor posicionado do que o candidato com 13,2% das preferência. Mas isso não está certo! Não adianta criar e utilizar informações convincentes se a estratégia utilizada para divulgar essas informações não estiver pautada na ética.

Diariamente somos bombardeados com informações sobre dados de inflação, popularidade de políticos, índices de desemprego e renda e por aí vai. Mas será que a escola tem preparado os estudantes com ferramentas úteis para que sejam capazes de ter um posicionamento bem fundamentado diante dessa chuva de informações que são impostas como verdade absoluta? Aqui vemos, mais uma vez, que a Matemática na Educação Básica tem um papel social muito importante nesse sentido.

Para finalizar o post, proponho a seguinte reflexão:

Como as aulas de Matemática vão proporcionar o desenvolvimento dessas competências? Como abrir espaço para a pesquisa, a análise de dados e a produção de argumentos convincentes?

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Grande abraço e bons estudos!